Oi gente, tudo bom?
Bom, o post de hoje é mais um desabafo do que qualquer outra coisa. Um desabafo que eu sei, não serve só para mim, pois tenho certeza que quase todo mundo já sentiu o que eu estou sentindo esses dias...
Vocês já tiveram épocas das vida em que parece que você não está realmente vivendo, mas simplesmente passando os dias? Aquelas dias em que o trabalho é tanto, as demandas são tão grandes e a pressão que você coloca sobre você mesmo são quase insuportáveis que você tem vontade de dar um urro bem alto, sair correndo e se esconder em uma caverna... Bem é mais ou menos assim que eu tenho me sentido os últimos dias.
E eu sei... acredito piamente que esse é o mal do mundo moderno, a tal falta de tempo... sei que estou falando de uma coisa da qual sofre quase a totalidade da população do mundo, mas esse tem sido o meu mal.
Devo dizer que não gosto de levar a vida assim, sem tempo, ou melhor, (diz-se que tempo é uma questão de prioridade) sem disposição para realmente viver os dias.
Quero conseguir ultrapassar as burocráticas questões diárias e por exemplo, sair para caminhar no parque e me divertir com as crianças que brincam na grama ou os cachorros que correm um atrás do outro, sentar para tomar um chá com aquela tia mais velhinha que vai me contar as histórias mais mágicas daquela cidadezinha do interior onde ela morava quando criança, preparar um jantar gostoso só para mim e meu "maridon", arrumar aquela pilha e fotografia muito mais para reviver as memórias do que para simplesmente organizar o armário que elas estavam bagunçando... Enfim, fazer essas pequenas coisas que nos enriquecem por dentro, nos colocam mais em contato com a nossa essência de seres humanos e nos retiram da loucura mecânica do dia-a-dia.
No período que eu fiquei nos EUA eu tinha, realmente, bem menos compromissos e mais "tempo livre"; mas muito mais do que tempo eu tinha disposição e interesse em fazer coisas que me fizessem olhar mais para dentro de mim, que me alimentassem a alma... Eu tirava quinze minutinhos do meu dia para deitar no banco do parque e ler meu livro, parava cinco minutinhos para comprar os aperitivos que o Ber tanto gosta, sentava meia horinha num café só para ver o movimento da rua e imaginar o que cada uma daquelas pessoas estava pensando...
Sinto que estou me perdendo de mim mesma e isso me assusta, não quero passar pelos dias e sim vivê-los, não quero deixar que a minha vida entre na roda viva da inconsciência diária...
A gente tem sempre a mania de dizer que semana que vem as coisas vão estar mais tranquilas, mês que vem eu arrumo aquele quarto bagunçado, ano que vem eu começo aquele curso de história da arte... E a vida vai passando por nós e nós como pessoas vamos ficando de lado da nossa própria existência... Chega!!! Nada de dar uma de Scarlet O'Hara e dizer que amanhã será outro dia... Não, hoje é o dia! Hoje é o dia de tomar aquele banho de banheira com muita espuma e sais, fugir no meio da tarde para pegar uma sessão de cinema, mandar uma carta (ou email) para aquela amiga que mora na Conchinchina e você nunca mais falou, dividir com o mundo (ou com aquelas poucas pessoas que acompanham o seu blog) as suas aflições e pensamentos, é dia de cuidar do jardim do coração e nele plantar muitas lavandas perfumadas, fazer uma faxina de quinze minutos na mente e não pensar em nada.... Enfim, nada de deixar para alimentar a alma amanhã... a minha está faminta hoje, não dá mais para esperar...
A janela da minha alma está aberta para a vida, e a sua?
Bisous,
MC

Bom, o post de hoje é mais um desabafo do que qualquer outra coisa. Um desabafo que eu sei, não serve só para mim, pois tenho certeza que quase todo mundo já sentiu o que eu estou sentindo esses dias...
Vocês já tiveram épocas das vida em que parece que você não está realmente vivendo, mas simplesmente passando os dias? Aquelas dias em que o trabalho é tanto, as demandas são tão grandes e a pressão que você coloca sobre você mesmo são quase insuportáveis que você tem vontade de dar um urro bem alto, sair correndo e se esconder em uma caverna... Bem é mais ou menos assim que eu tenho me sentido os últimos dias.
E eu sei... acredito piamente que esse é o mal do mundo moderno, a tal falta de tempo... sei que estou falando de uma coisa da qual sofre quase a totalidade da população do mundo, mas esse tem sido o meu mal.
Devo dizer que não gosto de levar a vida assim, sem tempo, ou melhor, (diz-se que tempo é uma questão de prioridade) sem disposição para realmente viver os dias.
Quero conseguir ultrapassar as burocráticas questões diárias e por exemplo, sair para caminhar no parque e me divertir com as crianças que brincam na grama ou os cachorros que correm um atrás do outro, sentar para tomar um chá com aquela tia mais velhinha que vai me contar as histórias mais mágicas daquela cidadezinha do interior onde ela morava quando criança, preparar um jantar gostoso só para mim e meu "maridon", arrumar aquela pilha e fotografia muito mais para reviver as memórias do que para simplesmente organizar o armário que elas estavam bagunçando... Enfim, fazer essas pequenas coisas que nos enriquecem por dentro, nos colocam mais em contato com a nossa essência de seres humanos e nos retiram da loucura mecânica do dia-a-dia.
No período que eu fiquei nos EUA eu tinha, realmente, bem menos compromissos e mais "tempo livre"; mas muito mais do que tempo eu tinha disposição e interesse em fazer coisas que me fizessem olhar mais para dentro de mim, que me alimentassem a alma... Eu tirava quinze minutinhos do meu dia para deitar no banco do parque e ler meu livro, parava cinco minutinhos para comprar os aperitivos que o Ber tanto gosta, sentava meia horinha num café só para ver o movimento da rua e imaginar o que cada uma daquelas pessoas estava pensando...
Sinto que estou me perdendo de mim mesma e isso me assusta, não quero passar pelos dias e sim vivê-los, não quero deixar que a minha vida entre na roda viva da inconsciência diária...
A gente tem sempre a mania de dizer que semana que vem as coisas vão estar mais tranquilas, mês que vem eu arrumo aquele quarto bagunçado, ano que vem eu começo aquele curso de história da arte... E a vida vai passando por nós e nós como pessoas vamos ficando de lado da nossa própria existência... Chega!!! Nada de dar uma de Scarlet O'Hara e dizer que amanhã será outro dia... Não, hoje é o dia! Hoje é o dia de tomar aquele banho de banheira com muita espuma e sais, fugir no meio da tarde para pegar uma sessão de cinema, mandar uma carta (ou email) para aquela amiga que mora na Conchinchina e você nunca mais falou, dividir com o mundo (ou com aquelas poucas pessoas que acompanham o seu blog) as suas aflições e pensamentos, é dia de cuidar do jardim do coração e nele plantar muitas lavandas perfumadas, fazer uma faxina de quinze minutos na mente e não pensar em nada.... Enfim, nada de deixar para alimentar a alma amanhã... a minha está faminta hoje, não dá mais para esperar...
A janela da minha alma está aberta para a vida, e a sua?
Bisous,
MC








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